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Deem início ao mundo

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 10:24

Certo... ok, concedo.

Uma peça importante de Donovan pra mim, não é realmente um artigo mas um discurso. "Becoming the New Barbarians". Transcrito aqui: http://www.radixjournal.com/journal/becoming-the-new-barbarians



Necessário ler ou assistir pra compreender meu ponto de vista:

Donovan concede basicamente que um cenário a la Unabomber pode não ser real no nosso tempo mas no entanto não é necessário esperar.

Isso dá uma nova perspectiva. Eu posso refutar discursos feministas de porque mulheres não estão presentes em áreas técnicas, ou posso estar eu próprio eu uma área técnica. Paga meu tempo enquanto eu estou nela. E eu domino uma competência técnica.

Donovan escreveu:It’s great to have writers and thinkers, but you also need mechanics and plumbers and seamstresses. Serve everyone, but be loyal to people “in the family” and make them “your own.”

O nível de aptidão necessário depende do nível de aproximação que se chega ao sistema primordial de vida. Em conhecendo eletrônica, eu posso ser capaz de criar, manter e operar fornecimento elétrico. Em conhecendo como produzir eletricidade (conversão de movimento, temperatura, etc), eu posso fazer o mesmo até durante um "pipocalipse zumbi".

Você pode ser químico. É interessante. É possivel ter quejo Gruyere no hoje. Num retorno - voluntário ou detonado por fatores externos - a um modo primordial de vida, isso significa ser capaz de extrair ácido acetil salicilico da casca do salgueiro, e então ter antitérmicos e analgésicos mesmo durante o pipocalipse. Ouvi dizer que pão mofado também é bom. Pólvora também não é tão difícil de obter - se por um lado salitre hoje é obtido de modo sintético, vacas em estábulos são fabriquetas naturais de salitre que se concentra nas paredes do mesmo.

Enfim, compreendes a idéia?

A gente brinca em relação ao Anarco Dadaísmo que não é uma filosofia séria mas no fundo, de um modo intelectual, consiste em tornar-se um bárbaro. É importante também tornar-se um no aspecto prático da vida, de acordo com o grau de necessidade imposto pela conjuntura em que se vive, mas capaz de lidar com conjunturas mais difíceis onde se conta com menos estrutura.

A vida de um bárbaro, em qualquer nível, não consiste em ser um Conan com uma metralhadora nas costas. A maior parte do tempo, consiste em tarefas cotidianas relacionadas à sobrevivência.

Eu dou risada dessas folias de ativistas. Dos "debates democráticos". Da mesma forma que o Zé Povinho é cínico em relação a isso. Ultimamente eu presto menos atenção às idéias dos meus amigos e mais atenção a o que eles sabem fazer. Eu não tenho praticamente nenhum amigo intelectual. Tenho alguns amigos milicos, outro é cuteleiro nas horas vagas, outro domina processos de fermentação com leveduras (ele faz cerveja como hobby mas a aplicação disso é maior), outro foi escoteiro por boa parte de sua vida, etc.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por NicolasPK em 30/10/2015, 12:00

Joe escreveu:
Rant Casey escreveu: Discursos feministas por vezes são desconexos e contraditórios. É como desmontar algo que não está realmente montado. Digamos, "bagunçar peças de quebra cabeça que estavam jogadas aleatóriamente no chão". Desmontar algo que não possui concisão entre as partes, é um exercício fútil.

Veja bem, o feminismo é desconexo e contraditório, porém consegue passar uma imagem de coesão e coerência ao público geral.

Abstraindo o fator utilidade, ficar apontando coisas como "o homem morre mais cedo", etc, expõe as contradições do feminismo.

Não se trata de tentar desmontar o que não está realmente montado, mas de expor o que parece estar montado como o que é de fato: um caos. Seria como dizer "o rei está nu".

Rant Casey escreveu: No foro inadequado, retórica é inútil. No âmbito do debate social e acadêmico não são tomadas as decisões. Portanto essa retórica não é útil. Não se pode desmontar o que não é conciso, logo ela não desmonta coisa alguma.

No debate social e acadêmico as decisões não são diretamente tomadas, mas influenciam a tomada de decisões. É como o Aventuras na Justiça Social diz: "amanhã aquela menina com ideias feministas loucas pode ser a juíza num caso de custódia de filhos".

Sem contar que ONGs e afins são especialistas em sugar dinheiro público. O "Humaniza Redes", que é financiado pelo PT e visa combater "discurso de ódio" na internet, é liderado por uma dessas loucas de movimento negro que fala em "palmitagem".

E sem contar tbm que palhaçadas como gente fazendo "protestos" se bezuntando em óleo é tudo pago com dinheiro público. E é pago pq ninguém apresenta uma oposição retórica no meio acadêmico. Deixaram os loucos tomarem conta do hospício (e dos cofres do hospício).

Gostando ou não, o meio acadêmico molda a mente dos jovens, tanto que é bem comum relatos (tanto virtuais como reais) do tipo "quando conheci a fulana ela era normal, mas depois que entrou na faculdade parou de se depilar". O Ashura mesmo, se não me engano, relatou o caso de uma menina que ele conhecia que depois de entrar na universidade pirou.


Acho que fui eu quem falou sobre isso.

Tive uma colega razoavelmente bonita, como boa parte das moças do Vale do Sinos, lá pelos idos de 2005 ou 2006, que era dona de uma vasta cabeleira cacheada cor de castanha. Após as férias do segundo ou terceiro semestre, a moça apareceu totalmente careca e com um discurso feminista enlatado. Na época eu sofria de Síndrome de Joe e não era familiarizado com a não-boiolagem, e acabei por ter uma discussão com ela em aula. Após deixá-la desarmada, a jovem soltou uma pérola do tipo "tu está errado e eu estou certa porque socialismo e feminismo são bons".
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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 14:03

Dêem início a uma churrascada.



Depois de umas canhas vancês vêem o resto.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 17:35

Ashura escreveu:"O Ashura mesmo, se não me engano, relatou o caso de uma menina que ele conhecia que depois de entrar na universidade pirou."


Foi? Não lembro. 

Pode ser, tem muita gente que era normal e uma vez submetida ao discurso SWPL ficou insuportavelmente chata. Minha própria irmã tá indo por esse caminho.

Aconteceu o mesmo com a filha adolescente da ex-namorada de um amigo meu. Antigamente jovens rebeldes viravam punks ou góticos. Hoje entram para um coletivo universitário e viram ativistas.


Última edição por Joe em 30/10/2015, 17:57, editado 1 vez(es)

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 17:36

Antigamente jovens eram minimamente rebeldes.

Agora são tudo chapa branca.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 17:49

Se Getúlio era o Pai dos Pobres, George Soros é o pai da classe média.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 17:56

Rant Casey escreveu: A vida de um bárbaro, em qualquer nível, não consiste em ser um Conan com uma metralhadora nas costas. A maior parte do tempo, consiste em tarefas cotidianas relacionadas à sobrevivência.

Na verdade um cenário pós-apocalipse seria o contrário do que se vê nos filmes.

Nunca repararam que a civilização acabou, mas munição para as armas e gasolina para os carros nunca faltam?

Tem um ensaio de um autor de ficção-científica (não lembro o nome agora) que argumenta que, com o colapso da civilização, o simples fato de não haver mais redes elétricas já seria o suficiente para acabar com a raça humana porque a maioria das pessoas não tem a menor ideia de como sobreviver num mundo sem eletricidade. O ponto dele é demonstrar o quanto somos dependentes de energia elétrica no mundo moderno.

Para os sobreviventes um mundo pós-apocalipse seria, em 90% do tempo, uma existência bem calma, até tediosa.

Vejamos, considerando que munição e gasolina não nascem em árvores, voltaríamos a andar a cavalos e usar armas brancas.

Ainda haveriam armas de fogo e carros, mas estes seriam bem raros porque tanto a matéria-prima quanto a mão de obra para produzir armamentos/munição e fazer a manutenção de carros/ produzir gasolina seriam raros. Quantas pessoas sabem fabricar munição? Quantas sabem produzir combustível? Mesmo que vc ache essas pessoas, a matéria-prima e ferramentas são outro problema.

(Estava falando isso com um amigo meu que é químico. Ele me disse que fabricar munição de forma caseira é bem complicado)

Tendo isso em vista, os sobreviventes se agrupariam em comunidades rurais ou feudos devidamente protegidos por muralhas e etc, e a atividade de saquear e pilhar seria complicada para gangues pq não seria aquela coisa Mad Max de todo mundo andando em carrões turbinados tocando o terror e metendo bala por aí.

Se sua comunidade for bem isolada, as gangues sequer teriam como chegar lá em primeiro lugar sem carros, e mesmo se chegassem, conseguir tomar a comunidade não seria fácil, se  estiver bem protegida.

Portanto, é provável que a vida num cenário pós-apocalíptico seja mais pacífica e segura que a vida num grande centro urbano.

O site Tv Tropes, que reune todos os "clichês" do cinema e da literatura, inclusive tem um verbete criticando a irrealidade dos filmes/livros pós-apocalíticos.

In Real Life, a lot is needed to produce, distribute, and maintain much of what we take for granted. Cars need someone to mine and process the materials for the parts, someone to pump the oil, and so on. Guns need someone to produce the weapon materials, ammo, and someone to put it together. Refined foods need a large base in order to be accessible to a large number of people. Even an object simple as a wooden pencil needs all sorts of industry and resources to bring it together. (Someone has to get the wood, someone has to mine or manufacture the graphite, someone has to get the rubber for the eraser, etc.) And of course for all of these, someone needs to ship the finished product from one end of the world to another.
In short, if something were to happen to upset the system behind much of what we use in the modern world, production of and access to such things would be very difficult, if not impossible.
However, After the End, the loss of the infrastructure that allows for all of this seems to be only an inconvenience for the characters, rather than the huge game changer it would be. While vehicles, weapons, and other goods tend to be rusted out and made from all sorts of scrap, they are only marginally less effective than their pre-apocalypse counter-parts, and finding the resources to maintain them is only a mild inconvenience at worst, or not even a thought at best. Sometimes, the work will even ignore the rusted out part, and pre-apocalypse goods will look no worse for wear than they were before the bombs fell and the dead rose from their graves. Simply digging them out might even be the key to victory. This can be even more jarring if the work is set generations after the fall, and the world is still at rock-bottom, yet finding functional pre-apocalypse goods isn't too much of a hassle, and/or making post-apocalypse equivalents still isn't that difficult, nor are they that worse off compared to the former.



http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/ApocalypticLogistics

Esse verbete aqui tbm é interessante:

In a modern society, everything is so interconnected that any product is the result of that entire society. People who put products together, people who got the materials the products are made of, people who run the machines that generate the power required for those things... et cetera. Even the things people tend to forget or disassociate with the production of a product: people who write the manuals, people who act as "gofers" for all the other people, middle-management, etc.
Then consider all the people behind the construction of the tools required to do each of those things, and then who make the tools required to make those, and so on, and so on.
Now, suppose a large majority of mankind were to be suddenly wiped out? There would be huge holes in the knowledge of how to produce things. Sure, someone might know how to fix the engine of a car, but if there's no one who knows how to make spark plugs, one is forced to hope they can find workable ones in the debris left After the End. And then there's the need for gasoline. And oil, and tires, and antifreeze and batteries, and... well, you get the idea. And even if someone does know how to make those key components, all that knowledge is little more than useless trivia if the infrastructure of society has been disrupted to the point that the raw materials can no longer be supplied. It would quickly be forgotten as humanity focused on more important things, like finding enough food to keep from starving. A dog will prove pretty handy in one of these places.
These knowledge "holes" would tend to grow larger as generations went by. Society would have to rely on scavenging workable machinery without the knowledge of how it was made or the basic principles it works on, eventually resulting in Low Culture, High Tech.


http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/ScavengerWorld


Última edição por Joe em 30/10/2015, 18:21, editado 1 vez(es)

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 18:20

Ps: aqui tem uma tradução do "Becoming the new barbarians" do Donovan.

http://legio-victrix.blogspot.com.br/2014/01/tornando-se-os-novos-barbaros.html

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Convidado em 30/10/2015, 18:28

Eu dou risada dessas folias de ativistas. Dos "debates democráticos". Da mesma forma que o Zé Povinho é cínico em relação a isso. Ultimamente eu presto menos atenção às idéias dos meus amigos e mais atenção a o que eles sabem fazer. Eu não tenho praticamente nenhum amigo intelectual. Tenho alguns amigos milicos, outro é cuteleiro nas horas vagas, outro domina processos de fermentação com leveduras (ele faz cerveja como hobby mas a aplicação disso é maior), outro foi escoteiro por boa parte de sua vida, etc.

O problema desses debates é que eles se apoiam no fetichização SWPL classe média por atos simbólicos, sendo a liberdade de expressão a sua essência (falar, falar, ter "argumentos polidos",...e?).

Liberdade de expressão, e expressar uma idéia que seja coerente são importantes. Mas o mais importante do que liberdade de expressão, é liberdade de ação.
Liberdade de ação é o que garante a liberdade de expressão, e não o inverso (como a turma democrática/progressista diz).
Ex: a liberdade de expressão é garantida na Constituição Americana, porque na mesma há também a garantia de porte livre de armas (liberdade de ação). Apesar que, depois do 11/setembro, não sei como isso está nos EUA, provavelmente já deve haver brechas na lei para dificultar isso.

Isso é meio o que já se diz aqui: a turma SWPL recorre a recursos abstratos e simbólicos, porque não quer que o sistema onde vive tenha mudanças radicais. No fim, é apenas uma forma de pedir migalhas e remendar o sistema, sem mudá-lo em sua essência (o que pediria liberdade de ação).

O Jack Donovan, basicamente diz: porque o sistema não quer me dar liberdade de ação, estou pulando fora dele, e criando um novo, aonde eu possa ter liberdade ação. E não estou afim de "remendar o sistema", com medidas artificiais como liberdade de expressão, que não passa de migalhas e entretenimento que os senhores do sistema dão aos que estão em baixo, para dar aparência de mudanças.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 20:43

Eric Heisel escreveu:Eu dou risada dessas folias de ativistas. Dos "debates democráticos". Da mesma forma que o Zé Povinho é cínico em relação a isso. Ultimamente eu presto menos atenção às idéias dos meus amigos e mais atenção a o que eles sabem fazer. Eu não tenho praticamente nenhum amigo intelectual. Tenho alguns amigos milicos, outro é cuteleiro nas horas vagas, outro domina processos de fermentação com leveduras (ele faz cerveja como hobby mas a aplicação disso é maior), outro foi escoteiro por boa parte de sua vida, etc.

O problema desses debates é que eles se apoiam no fetichização SWPL classe média por atos simbólicos, sendo a liberdade de expressão a sua essência (falar, falar, ter "argumentos polidos",...e?).

Liberdade de expressão, e expressar uma idéia que seja coerente são importantes. Mas o mais importante do que liberdade de expressão, é liberdade de ação.
Liberdade de ação é o que garante a liberdade de expressão, e não o inverso (como a turma democrática/progressista diz).
Ex: a liberdade de expressão é garantida na Constituição Americana, porque na mesma há também a garantia de porte livre de armas (liberdade de ação). Apesar que, depois do 11/setembro, não sei como isso está nos EUA, provavelmente já deve haver brechas na lei para dificultar isso.

Isso é meio o que já se diz aqui: a turma SWPL recorre a recursos abstratos e simbólicos, porque não quer que o sistema onde vive tenha mudanças radicais. No fim, é apenas uma forma de pedir migalhas e remendar o sistema, sem mudá-lo em sua essência (o que pediria liberdade de ação).

O Jack Donovan, basicamente diz: porque o sistema não quer me dar liberdade de ação, estou pulando fora dele, e criando um novo, aonde eu possa ter liberdade ação. E não estou afim de "remendar o sistema", com medidas artificiais como liberdade de expressão, que não passa de migalhas e entretenimento que os senhores do sistema dão aos que estão em baixo, para dar aparência de mudanças.

O lance é que liberdade de ação muitas vezes significa usar a violência como recurso.

É basicamente o que o Ted Kaczynski, em suas cartas, critica nos movimentos ambientalistas, e a esquerda em geral.

E daí que um bando de ambientalistas se acorrentou em uma árvore para protestar contra o desmatamento? Eles no máximo causaram um pequeno inconveniente aos lenhadores que iam derrubar a árvore, que eram apenas meros trabalhadores cumprindo ordens. As grandes empresas simplesmente não são afetadas, nada que uma uma boa campanha de marketing doando não sei quantos milhões para plantarem árvores numa escola não resolva. No final os ativistas é quem ficam parecendo um bando de doidos.

A tese do Kaczynski é simples: só se muda o sistema na porrada.

O sistema só cede em algo quando aquilo não o prejudica. Daí a liberdade de expressão. E daí se vc protesta contra o desmatamento no facebook? Alguma empresa vai fechar por causa disso?

O que prejudicaria mesmo o sistema é se ativistas começassem a explodir empresas, sequestrar empresários, etc. Isso seria uma ameaça real.

Por isso a classe média SWPL adora fetichizar discursos. Eles gostam de se auto-iludir achando que apenas palavras vão mudar alguma coisa. Acham que basta falar "ensinem homens a não estuprar" que pronto!, num passe de mágicas todos os maníacos vão se "conscientizar e parar de estuprar.

Outra coisa que é interessante observar é que a classe média SWPL adora inventar inimigos imaginários. No caso o "inimigo" número 1 e causa de todas as injustiças sociais é o "homem heterossexual branco".

O Roosh disse uma coisa interessante uma vez: que quando o caso de estupro envolve negros ou pobres sites feministas como o Jezebel não dão um pio. O motivo é isso destrói mitologia SWPL que infere que estupradores são apenas homens heterossexuais brancos de classe média.

Criar inimigos imaginários é mais fácil do que enfrentar os inimigos reais. É mais fácil se convencer de que homens estupram pq vivemos numa "sociedade machista e opressora", e logo todos os homens são estupradores em potencial, do que encarar a realidade de que alguns homens são sem caráter, não importa o quanto vc tente "conscientizá-los". Reconhecer isso significa tomar uma atitude. Significa atacar, e às vezes por meio da violência, homens de mau-caráter. Mas como o SWPL teme tomar uma ação, ele acha mais fácil inventar abstrações como o "patriarcado" e gastar sua saliva nele.

No fundo a classe média SWPL quer que o sistema, por meio da figura do estado, mude as coisas para eles, e fazem barulho com seus "debates democráticos". Mas o estado/sistema está cagando e andando para as nobres aspirações SWPL de um "mundo mais justo", blablabla.

No final resta a violência como alternativa de persuasão, mas o SWPL não tem o poder e os meios, ou mesmo a coragem, de utilizar esse recurso.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Ashura em 30/10/2015, 21:06

"O sistema só cede em algo quando aquilo não o prejudica. Daí a liberdade de expressão. E daí se vc protesta contra o desmatamento no facebook? Alguma empresa vai fechar por causa disso?"


Tanto que a própria liberdade de expressão na prática sempre é limitada pelo governo.


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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 21:22

Errr... não, fazer munição não é tão difícil assim.

Você precisa de enxofre, salitre, e carbono. Salitre é sempre a parte mais difícil, mas ele é obtido de cristais formados em estábulos.

Quanto ao chumbo, para o projétil, ele é abundante (baterias descartadas são uma fonte abundante) e fáceis de serem moldados (requerem pouca temperatura).

Cartuchos podem ser reaproveitados.

Não, não é muito difícil.

É mais difícil conseguir energia elétrica.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 21:29

Rant Casey escreveu:Errr... não, fazer munição não é tão difícil assim.

Você precisa de enxofre, salitre, e carbono. Salitre é sempre a parte mais difícil, mas ele é obtido de cristais formados em estábulos.

Quanto ao chumbo, para o projétil, ele é abundante (baterias descartadas são uma fonte abundante) e fáceis de serem moldados (requerem pouca temperatura).

Cartuchos podem ser reaproveitados.

Não, não é muito difícil.

É mais difícil conseguir energia elétrica.

Pelo que me explicaram, a dificuldade está em montar o projétil. Mesmo juntando tudo o que se precisa, vc tem saber direito o que está fazendo para a munição não explodir na sua cara ou falhar. Montar uma bomba atômica tbm deve ser fácil na teoria, mas na prática são outros quinhentos.

Sem contar que há outro problema: fabricação em larga escala. Um único artesão não tem como fazer munição para uma gangue de 50 pessoas (até tem, mas seria dispendioso). Sem contar que achar alguém que conheça todo o processo de fabricação são outros quinhentos. Esses tipos são bem raros, se considerarmos o grosso da população.


Última edição por Joe em 30/10/2015, 21:50, editado 3 vez(es)

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 21:35

Ashura escreveu:"O sistema só cede em algo quando aquilo não o prejudica. Daí a liberdade de expressão. E daí se vc protesta contra o desmatamento no facebook? Alguma empresa vai fechar por causa disso?"


Tanto que a própria liberdade de expressão na prática sempre é limitada pelo governo.


...


If voting changed anything, they'd make it illegal.

Isso quando os justiceiros sociais não fazem o trabalho pelo governo, e melhor ainda, fazem de graça.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 21:44

O Governo nunca manda demitir ninguém por causa de um tweet controverso. A inciativa privada faz isso sozinha.

Muito do que é atribuido a obra do governo muitas vezes é pusilanimidade ou venalidade da iniciativa privada que sequer chega até o governo.


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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Ashura em 30/10/2015, 21:46

Rant Casey escreveu:O Governo nunca manda demitir ninguém por causa de um tweet controverso. A inciativa privada faz isso sozinha.

Muito do que é atribuido a obra do governo muitas vezes é pusilanimidade ou venalidade da iniciativa privada que sequer chega até o governo.


Levy Fidelix?

...

Troque "governo" por "sistema". Dá no mesmo.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 21:54

Ashura escreveu:
Rant Casey escreveu:O Governo nunca manda demitir ninguém por causa de um tweet controverso. A inciativa privada faz isso sozinha.

Muito do que é atribuido a obra do governo muitas vezes é pusilanimidade ou venalidade da iniciativa privada que sequer chega até o governo.


Levy Fidelix?

...

Troque "governo" por "sistema". Dá no mesmo.

O que influencia, seja a iniciativa privada ou o governo, é o clamor das massas. A Skol não mudou um anúncio por causa de duas dondocas?

http://www.b9.com.br/55133/advertising/mulheres-se-irritam-com-tom-da-campanha-de-skol-e-alteram-mensagem-de-outdoor/

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 22:24

Joe escreveu:
Rant Casey escreveu:Errr... não, fazer munição não é tão difícil assim.

Você precisa de enxofre, salitre, e carbono. Salitre é sempre a parte mais difícil, mas ele é obtido de cristais formados em estábulos.

Quanto ao chumbo, para o projétil, ele é abundante (baterias descartadas são uma fonte abundante) e fáceis de serem moldados (requerem pouca temperatura).

Cartuchos podem ser reaproveitados.

Não, não é muito difícil.

É mais difícil conseguir energia elétrica.

Pelo que me explicaram, a dificuldade está em montar o projétil. Mesmo juntando tudo o que se precisa, vc tem saber direito o que está fazendo para a munição não explodir na sua cara ou falhar. Montar uma bomba atômica tbm deve ser fácil na teoria, mas na prática são outros quinhentos.

Sem contar que há outro problema: fabricação em larga escala. Um único artesão não tem como fazer munição para uma gangue de 50 pessoas (até tem, mas seria dispendioso). Sem contar que achar alguém que conheça todo o processo de fabricação são outros quinhentos. Esses tipos são bem raros, se considerarmos o grosso da população.

Joe,

Pesquisa o funcionamento da Colt Dragoon aí a gente conversa.

Dica: os cartuchos eram preenchidos de polvora preta e uma prensa na própria arma empurrava uma esfera pra dentro do cartucho.

Não, isso não é difícil. E a "tecnologia" pra fazer ogivas é similar à tecnologia pra fazer chumbadas de pesca em casa: caseira.

Na pior das hipotoses se pode usinar e operar um mosquete ou algo similar.

Escala é quase irrelevante: a "tecnologia" para produzir essas ogivas é a mesma para produzir chumbadas de pesca - uma forma de barro e temperatura para fundir chumbo (baixa). Uma lima ou pedra para rebarbas e um método de prensagem. Fazemos chumbadas de pesca em casa aqui.

Na guerra dos farrapos se dava 1 tiro e se partia para a escaramuça com lanças ou espadas. Hoje em dia, se consegue de 5 a 8 (com os revolveres atuais, de operação simples e que não "engasgam" fácil) antes de se ir para essa etapa.

É muito mais simples do que você imagina.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 22:30

Ficam estudando "retórica útil para refutar discurso" ao invés de aprender algo útil.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 22:37

Rant Casey escreveu:
Joe escreveu:
Rant Casey escreveu:Errr... não, fazer munição não é tão difícil assim.

Você precisa de enxofre, salitre, e carbono. Salitre é sempre a parte mais difícil, mas ele é obtido de cristais formados em estábulos.

Quanto ao chumbo, para o projétil, ele é abundante (baterias descartadas são uma fonte abundante) e fáceis de serem moldados (requerem pouca temperatura).

Cartuchos podem ser reaproveitados.

Não, não é muito difícil.

É mais difícil conseguir energia elétrica.

Pelo que me explicaram, a dificuldade está em montar o projétil. Mesmo juntando tudo o que se precisa, vc tem saber direito o que está fazendo para a munição não explodir na sua cara ou falhar. Montar uma bomba atômica tbm deve ser fácil na teoria, mas na prática são outros quinhentos.

Sem contar que há outro problema: fabricação em larga escala. Um único artesão não tem como fazer munição para uma gangue de 50 pessoas (até tem, mas seria dispendioso). Sem contar que achar alguém que conheça todo o processo de fabricação são outros quinhentos. Esses tipos são bem raros, se considerarmos o grosso da população.

Joe,

Pesquisa o funcionamento da Colt Dragoon aí a gente conversa.

Dica: os cartuchos eram preenchidos de polvora preta e uma prensa na própria arma empurrava uma esfera pra dentro do cartucho.

Não, isso não é difícil. E a "tecnologia" pra fazer ogivas é similar à tecnologia pra fazer chumbadas de pesca em casa: caseira.

Na pior das hipotoses se pode usinar e operar um mosquete ou algo similar.  

Escala é quase irrelevante: a "tecnologia" para produzir essas ogivas é a mesma para produzir chumbadas de pesca - uma forma de barro e temperatura para fundir chumbo (baixa). Uma lima ou pedra para rebarbas e um método de prensagem. Fazemos chumbadas de pesca em casa aqui.

Na guerra dos farrapos se dava 1 tiro e se partia para a escaramuça com lanças ou espadas. Hoje em dia, se consegue de 5 a 8 (com os revolveres atuais, de operação simples e que não "engasgam" fácil) antes de se ir para essa etapa.

É muito mais simples do que você imagina.

Mesmo que seja simples, o problema de achar quem conheça esse processo todo continua.

É o que eu postei ali sobre Scavenger World.


Now, suppose a large majority of mankind were to be suddenly wiped out? There would be huge holes in the knowledge of how to produce things. Sure, someone might know how to fix the engine of a car, but if there's no one who knows how to make spark plugs, one is forced to hope they can find workable ones in the debris left After the End. And then there's the need for gasoline. And oil, and tires, and antifreeze and batteries, and... well, you get the idea. And even if someone does know how to make those key components, all that knowledge is little more than useless trivia if the infrastructure of society has been disrupted to the point that the raw materials can no longer be supplied.


Mesmo que vc tenha todos os recursos disponíveis, o problema num cenário apocalíptico vai ser achar alguém que tenha todo o conhecimento de como fazer (da química da coisa a moldar chumbo). A maioria das pessoas não tem a menor ideia de como funciona um celular, quiça saber fabricar munição.


Última edição por Joe em 30/10/2015, 22:39, editado 1 vez(es)

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 22:38

Uma parte essencial do estudo de alguma tecnologia é o da história dessa tecnologia.

Esse estudo revela como era possível obter tal tenoclogia ANTES de se ter uma matriz industrial complexa.

Um fato sobre tecnologias: o último grande avanço tecnológico foi o LASER.

Todo o resto, é possível de ser feito com métodos quase caseiros. Energia elétrica, sistemas eletronicos, polvora, diversos medicamentos arcaicos essencias... conservação de alimentos... etc.

Hoje em dia há uma epidemia de pressão alta causada pelo "sódio". Porque? Conservantes. Metabissulfito... etc. Mas antes disso como se conservava carnes por meses? Mel... banha...

O incrível sobre filmes pós apocalipticos é como vagabundos absolutamente ignorantes conseguiram sobreviver.

Se você conhece a tecnologia de hoje, e a de 1800, você sobrevive tanto no hoje quanto em 1800: com uma diferença, se em 1800 você soubesse o que se sabe hoje viveria ainda melhor.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 22:40

Joe escreveu:
Rant Casey escreveu:
Joe escreveu:
Rant Casey escreveu:Errr... não, fazer munição não é tão difícil assim.

Você precisa de enxofre, salitre, e carbono. Salitre é sempre a parte mais difícil, mas ele é obtido de cristais formados em estábulos.

Quanto ao chumbo, para o projétil, ele é abundante (baterias descartadas são uma fonte abundante) e fáceis de serem moldados (requerem pouca temperatura).

Cartuchos podem ser reaproveitados.

Não, não é muito difícil.

É mais difícil conseguir energia elétrica.

Pelo que me explicaram, a dificuldade está em montar o projétil. Mesmo juntando tudo o que se precisa, vc tem saber direito o que está fazendo para a munição não explodir na sua cara ou falhar. Montar uma bomba atômica tbm deve ser fácil na teoria, mas na prática são outros quinhentos.

Sem contar que há outro problema: fabricação em larga escala. Um único artesão não tem como fazer munição para uma gangue de 50 pessoas (até tem, mas seria dispendioso). Sem contar que achar alguém que conheça todo o processo de fabricação são outros quinhentos. Esses tipos são bem raros, se considerarmos o grosso da população.

Joe,

Pesquisa o funcionamento da Colt Dragoon aí a gente conversa.

Dica: os cartuchos eram preenchidos de polvora preta e uma prensa na própria arma empurrava uma esfera pra dentro do cartucho.

Não, isso não é difícil. E a "tecnologia" pra fazer ogivas é similar à tecnologia pra fazer chumbadas de pesca em casa: caseira.

Na pior das hipotoses se pode usinar e operar um mosquete ou algo similar.  

Escala é quase irrelevante: a "tecnologia" para produzir essas ogivas é a mesma para produzir chumbadas de pesca - uma forma de barro e temperatura para fundir chumbo (baixa). Uma lima ou pedra para rebarbas e um método de prensagem. Fazemos chumbadas de pesca em casa aqui.

Na guerra dos farrapos se dava 1 tiro e se partia para a escaramuça com lanças ou espadas. Hoje em dia, se consegue de 5 a 8 (com os revolveres atuais, de operação simples e que não "engasgam" fácil) antes de se ir para essa etapa.

É muito mais simples do que você imagina.

Mesmo que seja simples, o problema de achar quem conheça esse processo todo continua.

É o que eu postei ali sobre Scavenger World.


Now, suppose a large majority of mankind were to be suddenly wiped out? There would be huge holes in the knowledge of how to produce things. Sure, someone might know how to fix the engine of a car, but if there's no one who knows how to make spark plugs, one is forced to hope they can find workable ones in the debris left After the End. And then there's the need for gasoline. And oil, and tires, and antifreeze and batteries, and... well, you get the idea. And even if someone does know how to make those key components, all that knowledge is little more than useless trivia if the infrastructure of society has been disrupted to the point that the raw materials can no longer be supplied.


Mesmo que vc tenha todos os recursos disponíveis, o problema num cenário apocalíptico vai ser achar alguém que tenha todo o conhecimento de como fazer (da química da coisa a moldar chumbo). A maioria das pessoas não tem a menor ideia de como funciona um celular, quiça saber fabricar munição.

A maioria das pessoas é inepta, e ser parte desse grupo é uma escolha pessoal.

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 22:50

Rant Casey escreveu:Ficam estudando "retórica útil para refutar discurso" ao invés de aprender algo útil.

O cara que me disse isso sobre munições era químico. Na verdade não lembro bem dos detalhes da conversa pq o assunto era mais amplo e eu estava perguntando várias coisas sobre química e ciência em geral para meu próximo livro.

Meu próximo livro se passa num mundo pós-apocalíptico.  Portanto, tenho pesquisado sobre muitas coisas úteis num cenário desses. Já falei até com agrônomo sobre como plantar e arquiteto sobre como erguer barricadas.

Minha conclusão: no mundo moderno as pessoas estão muito especializadas. Vc pode encontrar alguém que saiba tudo sobre como plantar beterrabas no pior dos solos, mas este sujeito geralmente nada sabe fora disso.

Num mundo sem lei e sem estado, um sujeito desses sozinho não teria muitas chances.

Eis uma ironia macabra. Num cenário desses até haveria os meios disponíveis de reerguer a civilização (ou pelo menos uma "microcivilização" em algum lugar protegido). O problema seria conseguir reunir um grupo de pessoas com habilidades diferentes para fazer isso acontecer, já que é improvável alguém saber tudo sobre como fabricar munição, plantar comida e erguer muralhas. E mesmo que tal sujeito exista, ele não vai conseguir fazer tudo isso sozinho.

Em suma, minha conclusão, segundo minhas pesquisas, é que haveria um retrocesso tecnológico causado pela ignorância das pessoas modernas sobre como as coisas ao seu redor funcionam.


Última edição por Joe em 30/10/2015, 23:02, editado 1 vez(es)

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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Rant Casey em 30/10/2015, 23:00

Olha, Joe...

... o fato dele ser químico não significa que ele a) é um bom químico, b) que domina a história das tecnologias, c) que seja um químico prático.

Ainda no tema de munição: ela é feita de salitre, carbono e enxofre. O mais difícil de obter é salitre, mas ele se deposita naturalmente onde o gado defeca/mija, pois forma cristais. Carbono é carvão moido. E o enxofre eu teria de pesquisar. Essa "tecnologia" é do final do primeiro milênio. Quanto aos projéteis, embora a balística não seria ideal, seria necessário apenas que não engasgassem no cano para se projetarem a curtas distâncias (os gases da explosão da polvora são o propelente destes projéteis).

Você não precisa falar com um arquiteto sobre como erguer barricadas. Pesquise sobre "construção de adobe". Os caboclos do interior têm feito isso desde que o Brasil foi colonizado. Ou pesquise no IPEC, Instituto de Permacultura do Goiás.

E sobre plantio, você precisa de apenas um colono vivo para saber como plantar: se através de sementes ou galhos, e em que estação.

Ou você não entendeu as respostas ou está raciocinando da forma errada.

Haveria um retrocesso tecnológico pela falta de meios para fazer perdurar o emprego das tecnologias conhecidas. Eu preciso de uma fonte estável regulada, e um programador de PIC para fazer funcionar o mais simples computador imaginável.

No entanto, meios básicos de sobrevivência (que pareceriam até relativamente sofisticados para um intelectual), são muitas vezes de domínio das mais simples pessoas.


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Re: Deem início ao mundo

Mensagem por Joe em 30/10/2015, 23:21

Rant Casey escreveu: No entanto, meios básicos de sobrevivência (que pareceriam até relativamente sofisticados para um intelectual), são muitas vezes de domínio das mais simples pessoas.


Mas este seria o cerne da questão: como um homem moderno sobreviveria/se adaptaria ao colapso da civilização.

Vou tentar explicar dando um exemplo:

No The Walking Dead temos um grupo formado por um policial, uma advogada, um entregador de pizzas, um marginal, etc, tentando sobreviver. Tem outros personagens, mas resumindo é tudo um bando de urbanoides que nunca ouviram falar de "construção de adobe".

Mesmo assim esse povo nunca tem problema de falta de munição, tem uma sorte incrível de sempre achar carros em perfeitas condições e com tanque cheio (embora não haja mais oficinas mecânicas ou postos de combustível), e ainda por cima parece que ninguém nunca sente fome (embora os supermercados tenham sido todos saqueados e não há nada nem remotamente parecido com uma plantação por onde eles andam).  Se vc costuma dar uma olhada no tpc cinema e seriados, sabe que de tempos e tempos eu e o Nicolas esculachamos esses absurdos do The Walking Dead.

Um clichê comum no gênero apocalipse (zumbi ou de qualquer outra natureza) é que as comunidades rurais é que conseguem sobreviver (parte pelos motivos que vc já citou, o conhecimento milenar das pessoas simples, parte por estarem longe de grandes centros urbanos, e parte por armarem-se até os dentes). Por outro lado, os grandes centros urbanos seriam entregues a barbárie, e nas histórias mais extremas é comum o canibalismo.

Aliás, isso que vc falou do colono vivo me lembrou um filme, "O Último Guerreiro", sobre uma praga que mata todos os alimentos e tem um grupo isolado nos terraços de Nova Iorque que consegue viver de plantio usando aquelas estufas. Tem um cara lá que é o chefe que sabe tudo sobre como plantar, inclusive o filme foi apelidado jocosamente de "O Último Colono".

Em suma, basicamente falei com arquiteto ao invés de um caboclo do interior (fora o fato de que não tenho como falar com um) pq a ideia é justamente pesquisar/mostrar a coisa sob a perspectiva do sujeito de classe média urbana de forma realista, sem entregadores de pizza do nada virando atiradores de elite de fazer inveja ao BOPE e que ainda por cima sabe tudo sobre como fazer ligação direta nos carros (isso quando a chave convenientemente não está na ignição).

O químico com quem eu falei não é um químico prático (tenho certeza que ele nunca fabricou munição na vida). Na verdade ele é bancário, apesar de formado em química. Tlvz por isso (para ele) pareça difícil, mesmo ele tendo o "know-how" teórico.

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